COLUNA MULHER DO AVESSO com Aline Bonelli – Músicas de mulher para mulher

COLUNA MULHER DO AVESSO com Aline Bonelli – Músicas de mulher para mulher

#compartilhe Share on Facebook0Tweet about this on TwitterShare on Google+0Pin on Pinterest0Share on Tumblr0

Como demorou tanto assim para a mulherada ganhar o mercado sertanejo? Ouvimos tanto falar das nossas histórias do ponto de vista masculino, mas e aquelas cachaçadas dazamigas que tanto gostamos?  Onde estava todo esse tempo? E aqueles prints que mandamos logo cedo? E a conversa sobre tamanhos? Coisas que muitos homens nem sabem que comentamos.

Engana-se quem acha que somos o sexo frágil e que somos enganadas com historinhas na balada. É claro que um papo calcinha na mesa de bar, é muito mais engraçado. Nós contamos cada detalhe dos acontecimentos, reparamos em tudo a nossa volta e deve ser por isso que essas músicas sertanejas escritas por mulheres fortes fazem a gente se identificar tanto. Por isso muitos dizem que quando junta várias mulheres juntas, na conversa sai muito mais besteira que uma tropa de homens. Cês acham mesmo que não falamos sobre sexo? Sobre o boy que acreditou nas nossas conversamos e no outro dia nem respondemos? Se duvidar nós mulheres somos bem piores.

Aquele chifre que levamos ou aquele fora que demos com tanto gosto. A nossa sofrência em colocar um salto alto e um batom vermelho, para superar aquele pé na bunda que ganhamos do ex. E sempre indo para balada e ouvindo músicas falando sobre nós mas nunca PARA NÓS. Isso tudo mudou, nas rádios tem tocado as nossas histórias de mesa de bar, do banheiro da balada e dos encontros das amigas.

Tenho ido a shows como Maiara e Maraísa, Naiara Azevedo e outras mulheres que nos representam tanto e o que mais vejo é a força da mulherada. Aquele orgulho de cantar a música bem alta, lembrando que já passamos por aquilo uma vez na vida. A geração que está mostrando que mulher pode fazer tudo e PODE sim, está aí. Mulherada fechando camarote e bebendo mais pinga que muito homem e fazendo o sexo sem compromisso, sem pensar no que a sociedade vai falar dela. É isso que estou falando, isso mesmo! Nós também queremos sexo porra, queremos menos encheção de saco e mais liberdade.

Qual a graça? É fazer o esquenta ouvindo Marília Mendonça e pensando que aconteça o que for , vai ter aquela amiga na balada que vai segurar o nosso cabelo enquanto passamos mal e que no outro dia compramos nosso remedinho para dor de cabeça e vida que segue.

Por Aline Bonelli

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *