Luan Santana 1977 – O atual lançamento mostra a evolução da sofrência

Luan Santana 1977 – O atual lançamento mostra a evolução da sofrência

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Sem querer rasgar sêda, mas queira ou não já rasgando, tentei de várias formas falar algo desse disco e projeto novo do Luan Santana, termos clichês aparecem aos montes, mas reproduzir com excelência em uma só palavra me leva a definir como “A Evolução da Sofrência”.

Já de cara esse projeto acerta em cheio no título “1977”, que leva os mais desavidos a entender porque esse nome e se aprofundar na idéia do nome do disco.

Algumas músicas do disco já nascem como hits, e como que pode isso né??? O Dia, Lugar e Hora já chega dessa forma, com uma composição de Luan Santana e Douglas César.

O cenário reproduz a estética dos acústicos que proliferaram no mercado fonográfico a partir da década de 1990 com o selo e a chancela da finada MTV. 1977 tem título que alude ao ano da criação do Dia Internacional da Mulher porque, em metade das 12 músicas, Luan recebe cinco cantoras (Ana Carolina, Anitta, Ivete Sangalo, Marília Mendonça e Sandy) e uma atriz no papel de cantora (Camila Queiroz) como convidadas a sentar no banquinho ao lado do astro.

Nesse projeto a prioridade geral de instrumentos está no violão acústico, que pelo por uma levada mais pop e romântico, podemos ver as pitadas do sertanejo nos arranjos musicais.

Entre as várias músicas do disco, os destaques são logo de cara “RG”que ele cantou com Anitta, “Fantasma”com Marília Mendonça, “Amor de Interior”com a atriz Camila Queiroz e “Estaca Zero”com a diva das divas Ivete Sangalo.

Resumindo, só em participações ele fez um sensacional disco que ainda tem Sandy e Ana Carolina. A propósito, a sofrência é tema recorrente no repertório de 1977. Até Ivete Sangalo, cantora baiana de repertório geralmente solar, entra neste tom mais lacrimoso ao fazer dueto com Luan em Estaca zero (Breno Cesar, Márcia Araújo, Vinicius Peres, Diego Monteiro e Caio Cesar), música de clima similar ao do dueto com Marília Mendonça.

Mas são outras músicas que confirmam o upgrade de Luan com o lançamento de 1977. A parceria e o dueto com Ana Carolina – na sedutora balada Plano da meia noite, composta por Ana com Luan e Douglas Cesar – reverberam a passionalidade recorrente no cancioneiro da artista mineira, confirmando a evolução do cantor. Já a música gravada com Sandy, Mesmo sem estar, aborda a sofrência com a delicadeza típica da cantora paulista em arranjo com piano e cordas. A canção é de autoria dos compositores Umberto Tavares e Jefferson Junior, habituais fornecedores de repertório pop funk para cantoras como Anitta e Ludmilla.

Anitta, a propósito, entra na levada romântica da canção RG (Luan Santana, Mateus Aleixo, Rafael Torres e Felipe Oliver), conduzida de início pelo violão de Luan no arranjo que ganha progressiva intensidade e um coro quase épico. Na letra, Anitta e Luan duelam para ver quem detalha mais hábitos e costumes do ser amado.  Amor de interior (Diogo de Paula, Filipe Scandurras, Gabriel Sirieiro, Rodrigo de Paula e Thiago Maximino) também se situa no campo com romantismo simples que evoca a personagem da atriz Camila Queiroz, convidada meramente eficaz da canção, na novela Êta mundo bom! (TV Globo, 2016).

Luan Santana evolui sem trair o estilo e o público que lhe deram fama e fortuna.

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