Por que não conseguimos fazer apostas do mercado em 2017

Por que não conseguimos fazer apostas do mercado em 2017

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Começa um novo ano, chega o primeiro post do ano e aparecem várias matérias em sites, blogs, revistas, programas de televisão projetando e falando o que vai ser num futuro próximo do mercado sertanejo. Confesso que muitas vezes fiz isso, acertei em muitas e errei em várias, com uma grande porcentagem de acerto, bem maior do que os erros, mas nesse anode 2017 vou me recolher na platéia geral e só ver o que acontece, afinal hoje em dia são muitos os fatores para se estourar alguém, bem diferente dos anos passados.

Se a gente pensar em investimento financeiro é claro que as maiores empresas do Brasil sairiam na frente como a Workshow, Audiomix, FS Produções Artísticas, Mega e Balada Eventos, Live Talentos, Dut`s, Lobos, Talismã, Worldshow, LS, Brothers e mais alguns. Mas são extamente nesses escritórios que estão 85 % dos nomes citados em qualquer lista de apostas do ano de 2017 com aproximadamente 50 artistas somente nesses escritórios.

Então me diga: Eu mencionei somente o investimento financeiro, responsável por produções musicais, produções de dvd’s e clipes, shows em festivais, forte poder de peitar um evento com formato PORTARIA, aonde não precisam de contratantes na cidade etc. Você já fez essa auto análise ???

Fora os grandes escritórios vem os artistas que comandam eles mesmo sua própria carreira, com escritórios próprios e com uma autonomia de venda de shows mais restrita, afinal os 10 grandes escritórios nacionais abocanham grande parte dos eventos pelo Brasil todo, em uma porcentagem de grandes números, restando a esses artistas acordos de participações musicais com os artistas que estão no topo da parada nacional, que por consequência disso são daqueles escritórios de alto poder financeiro já mencionados acima, mas mesmo assim daqui surgem ótimos nomes com potencial até muito maior do que muitos artistas dos grandes escritórios que ainda vivem na fase de serem apostas.

Logo na sequência disso vem os artistas quase que emergentes, que por um motivo ou outro encontram um enorme investidor financeiro para injetar grana no projeto e que nem é do ramo da música em grande maioria dos casos, mas esse investidor é justamente o problema do projeto, já que ele não aceita esperar o tempo necessário para que aconteça o chamado estouro do arista. Nós que estamos na área sabemos que raríssimas vezes um artista consegue despontar antes de cinco anos de carreira, e um bom exemplo disso são as atuais Maiara e Maraísa, Marília Mendonça e Naiara Azevedo.

Todas essas artistas tem carreiras nesse período com excessão da Marília Mendonça cantando (já que no mercado de composições ela já era um nome conhecido do mercado), e desde os 15 anos ela estava compondo e alguns mega empresários do país já tinham ela em seu círculo de pessoas conhecidas do mercado.

Confesso que quando resolvi escrever esse artigo a minha intenção não seria mencionar nome de nenhum artista, mas conforme as linhas vão surgindo, tenho que ser claro nesse meu artigo tanto para quem é do meio sertanejo como para o público final.

Para se estourar um artista muitos itens tem que andar juntos como: Investimento Financeiro, Música Boa, Produção Musical Ótima, Produção de Imagem (vídeos, redes sociais, materiais de contratantes), uma ótima Assessoria de Imprensa, um ótimo Show (que empolgue um contratante para a volta do artista), um vendedor de shows Sensacional, um evento que financeiramente seja rentável tanto em venda de ingressos quanto para os produtos disponibilizados dentro do evento, uma Divulgação em Massa que inicie na internet nos veículos especializados que trabalhem junto com as rádios para a exploração do sucesso, e isso é uma coisa que obrigatoriamente tem que andar junto na minha opinião, já que rádios o seu diferencial é o números de pessoas atingidas pela sua abrabgência enquanto os veículos de internet já começam a falar ALÉM DA ABRANGÊNCIA, ou como você explica um artista trabalhando sua música num estado do Sul do Brasil ser ouvido lá em cima no Norte? Essa é a força da internet e não adianta os artistas acharem que internet é SOMENTE suas próprias redes sociais, porque os veículos especializados conseguem ter a força de misturar notícias, entrevistas, downloads do artista menor com o estouradão no Brasil, trazendo um público novo para conhecer o pequeno.

E muitas ações dentro do projeto são obrigadas a serem trabalhadas junto, mas para isso ainda vai muito dinheiro. E é isso que faz o artista ir subindo de estágio e encarecendo seus cachês.

Então agora me digam: Adianta eu tentar apostar em algum nome para o ano de 2017 ??? Adianta eu dizer as minhas preferências (que por todas às vezes é baseada no que vivo diariamente dentro desse mercado), conversando com o próprio artista, empresário musical, vendedor de shows, divulgador de estrada, blogueiros, jornalistas, assessorias de impresa, etc etc e etc.

Uma coisa podemos garantir, se nada for feito de forma inteligente e altamente profissional não irá para a frente, se os pilares de cada projeto não tiverem amor pelo que fazem, não irá para a frente e se a pressa para algo acontecer vier antes do trabalho por motivos financeiros, aí sim que o projeto afunda. Isso é um investimento não de curto prazo, mas de um prazo em que o público aceite a sua entrada no mercado, porque no fim quem decide tudo é o público.

“O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo” (Winston Churchil)

Escrito por Maurício Ferigato

One comment

  • Gostei do seu post, não sou da área, mas tenho muitos conhecidos no meio musical, os dados e as informações, mostra como é a loucura que reina para chamar a atenção do público. O investimento é alto, e como VC relatou, exige muita competência e além de ter que lidar com EGOS. Falou com propriedade, quem não é da área não faz ideia o que se passa antes, durante e depois na vida de quem está tentando um lugar entre os mais mais. Abraços e sucesso em 2017.

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